sábado, 14 de janeiro de 2012

Creme chantilly



Hoje é muito comum vermos tortas e bolos com chantilly. Embora a receita de chantilly não mude, cada cozinheiro ou cozinheira tem um macete para deixá-lo mais cremoso e aerado. Nesse post vamos conhecer um pouco mais sobre a história desse doce.

O creme surgiu na França, no castelo de Chantilly, com o cozinheiro Fritz Carl Vatel, que percebeu que o leite da região era mais gorduroso e, por esse motivo, mais adequado à batição. Dessa forma, Vatel passou a adicionar açúcar ao leite e com essa mistura obter um creme vistoso. O doce criado por Vatel agradou tanto a corte francesa que os senhores da casa palacial de Chantilly deram ao creme o nome de seu castelo. O método de fazer o creme foi repassado oralmente. Da época, restaram esparsos registros.

Fácil de fazer, com uma infinidade de receitas e alvo de piadinhas como “é pavê ou pacomê?”, o pavê, ou pavê de biscoito, é um doce que aquela sua tia tem uma “receita especial” e você provavelmente já comeu.

O pavê tradicional é de origem francesa e tem esse nome por causa da palavra “pavé” que seriam aquelas pedras usadas na pavimentação de ruas. Como a receita de pavê nada mais é que uma construção em camadas, o nome lhe coube perfeitamente.

A receita tradicional ganhou diversas variações: pavê de chocolate, de biscoito maisena, castanhas, nozes…

Perfeito para iniciantes, o pavê nos dá espaço para exercer a criatividade, já que ele pode ser feito com diferentes recheios, caldas e biscoitos. E é por causa dessa versatilidade que é muito difícil encontrar alguém que não goste de nenhum tipo de pavê.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

tintura para cabelo

Tintura para cabelos
A primeira tentativa bem-sucedida de desenvolver uma tinta para cabelos segura a ser comercializada foi feita em 1909 pelo químico francês Eugène Schueller. Baseando sua fórmula num novo componente químico, a paraphenylenediamine, ele fundou a Fábrica de Tinturas para Cabelos Inofensiva. Um ano depois, Schueller escolheu um nome mais glamoroso para sua empresa: L’Oréal. Sua tintura mais famosa, Imedia, apareceu em 1927.

Pintar as unhas

O costume de pintar as unhas nasceu na China, no século III a.C. As cores do esmalte indicavam a classe social do indivíduo. Os primeiros eram feitos de goma arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelha. Os reis pintavam as unhas com as cores preta e vermelha, depois substituídas pelo dourado e pelo prateado. No Egito antigo, a tradição se repetiu.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Qual é a origem da palavra folclore?
A palavra folclore é aceita internacionalmente desde 1878. A expressão apareceu pela primeira vez na imprensa publicada na revista The Athenaeum, há cerca de 150 anos. O texto, do arqueólogo inglês William John Thoms, propunha o estudo de culturas diversas. O autor sugeria a junção das palavras folk (povo) e lore (sabedoria) para designar tal ocupação.

SONO


As moscas domésticas nascem de madrugada e morrem 24 horas depois. Por isso, nunca dormem.

As formigas entram num estado de letargia mas continuam sempre alerta para enfrentar os perigos.

O albatroz passa a maior parte do temp a voar e dorme em pleno voo, sustentado pelo vento do mar.

As corujas dormem de dia porque são nictalopes, ou seja, os seus olhos não aguentam a claridade.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Como surgiu a Cachaça, Pinga ou Aguardente

No começo da colonização do Brasil, a partir de 1530, a produção açucareira apareceu como primeiro grande empreendimento de exploração. Afinal, os portugueses já dominavam o processo de plantio e processamento da cana – já realizado nas ilhas atlânticas – e ainda contavam com as condições climáticas que favoreciam a instalação de grandes unidades produtoras pelas regiões litorâneas no território.

Para que todo esse trabalho fosse realizado, os portugueses acabaram optando pelo uso da mão de obra escrava dos africanos. Entre outras razões, os colonizadores notavam que os escravos africanos eram adaptados ao trabalho compulsório, apresentavam maiores dificuldades para empreender fugas e geravam lucro à Coroa por conta dos impostos cobrados sobre o tráfico negreiro.

No processo de fabricação do açúcar, os escravos realizavam a colheita da cana e, após ser feito o esmagamento dos caules, cozinhavam o caldo em enormes tachos até se transformarem em melado. Nesse processo de cozimento, era fabricado um caldo mais grosso, chamado de cagaça, que era comumente servido junto com as sobras da cana para os animais.

Tal hábito fazia com que a cagaça fermentasse com a ação do tempo e do clima, produzindo um liquido fermentado de alto teor alcoólico. Desse modo, podemos muito bem acreditar que foram os animais de carga e pasto a experimentarem primeiro da nossa cachaça. Certo dia, muito provavelmente, um escravo fez a descoberta experimentando daquele líquido que se acumulava no coxo dos animais.

Outra hipótese conta que, certa vez, os escravos misturaram um melaço velho e fermentado com um melaço fabricado no dia seguinte. Nessa mistura, acabaram fazendo com que o álcool presente no melaço velho evaporasse e formasse gotículas no teto do engenho. Na medida em que o liquido pingava em suas cabeças e iam até a direção da boca, os escravos experimentavam a bebida que teria o nome de “pinga”.

Nessa mesma situação, a cachaça que pingava do teto atingia em cheio os ferimentos que os escravos tinham nas costas, por conta das punições físicas que sofriam. O ardor causado pelo contato dos ferimentos com a cachaça teria dado o nome de “aguardente” para esse mesmo derivado da cana de açúcar. Essa seria a explicação para o descobrimento dessa bebida tipicamente brasileira.

Inicialmente, a pinga aparecia descrita em alguns relatos do século XVI como uma espécie de “vinho de cana” somente consumida pelos escravos e nativos. Entretanto, na medida em que a popularização da bebida se dava, os colonizadores começaram a substituir as caras bebidas importadas da Europa pelo consumo da popular e acessível cachaça. Atualmente, essa bebida destilada é exportada para vários lugares do mundo.

Por Rainer Sousa
Mestre em História
Equipe Brasil Escola

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